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Dom Giovanni Crippa

Dom Giovanni Crippa nasceu a 6 de outubro de 1958, em Besana in Brianza (Milano) e viveu sua infância na cidade de Barzanó (Lecco) - Itália
Em 1969 ingressou no Seminário Menor dos Missionários da Consolata em Bevera di Castello Brianza (Lecco) e completou seus estudos superiores nos Seminários de Varallo Sesia (Vercelli) e Rovereto (Trento). Em 1981 emitiu os primeiros votos no Instituto Missões Consolata. Estudou filosofia na FIST (Federação Inter-religiosa para os Estudos Teológicos) em Torino e teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma. Foi ordenado Presbítero no dia 14 de setembro de 1985.
De 1987 a 1993 foi animador missionário e vocacional na Casa Mãe do seu Instituto (Torino).
Em 1996 doutorou-se em História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana. De 1993 a 2000 foi Professor na Faculdade de Missiologia e no Instituto de Catequese Missionária da Pontifícia Universidade Urbaniana. De 1988 a 2005 foi membro da Equipe de coordenação do Departamento Histórico do Instituto Missões Consolata.
Chegou ao Brasil em 2000, e desde 2001 trabalhou em Feira de Santana onde foi Vigário Paroquial da Paróquia Santíssima Trindade e, a partir de 2004, Pároco dessa mesma Paróquia; foi Diretor Espiritual no Seminário Arquidiocesano Sant'Ana Mestra, Professor na Faculdade Católica de Feira de Santana, Membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese, Conselheiro Provincial de sua Congregação, Conselheiro Espiritual das Equipes de Nossa Senhora e Diretor Espiritual do Encontro de Casais com Cristo.
Aos 21 de março de 2012, foi nomeado pelo Papa Bento XVI Bispo Titular de "Accia" e Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.
Aos 25 de setembro de 2013 foi nomeado pelo Papa Francisco Administrador Apostólico de Estância e, aos 09 de julho de 2014 Bispo de Estância.
EVENTOS
VÍDEOS
LITURGIA DIÁRIA
CNBB
" Não tenhas medo! Não estou eu aqui que sou a tua mãe?. "
(Virgem de Guadalupe)
Brasão Episcopal

O Brasão é formado por um escudo com campo vermelho (o mundo) e verde (a esperança de salvação), sobre o qual aparece uma alegoria gráfica dourada, simbolizando o Espírito Santo. Neste campo, vemos uma cruz de ouro, que simboliza o Cristo. Esta cruz nasce de uma flor-de-lis - a Virgem Maria - mãe do Salvador do mundo. O anel de prata que envolve o centro da cruz lembra-nos a fé professada pelos cristãos, ao tempo que um livro branco, com duas letras gregas, nos indica Aquele que esteve preso à cruz, mas ressuscitou. Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, anunciado pelos Apóstolos e seus sucessores. Do livro sagrado saem raios iluminando todo o mundo com a Palavra da Salvação indicando-nos assim o carisma “ad gentes” dos Missionários da Consolata, congregação a qual pertence Dom Giovanni Crippa. Sob o campo vermelho vemos duas hóstias, lembrando-nos que a Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã e deve ser repartida para a salvação de todos, remetendo-nos ao lema episcopal: “In aedificationem Corporis Christi”, isto é, “Para edificar o Corpo de Cristo” (Ef 4,12), que é a Igreja.
VIDA CONSAGRADA


NOVAS COMUNIDADES


ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL


P.O.M.
Vocação e Missão

Agosto, mês vocacional

Tradicionalmente, a Igreja dedica o mês de agosto à promoção e oração pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. O mês vocacional é uma grande ocasião para refletir e perceber o chamado de Deus para nós compreender qual é a missão para a qual Ele nos envia e o serviço para o qual Ele nos chama.

Vocação e missão são duas palavras que caracterizam o verdadeiro discípulo de Jesus.

1. Vocação

Viver a vida como uma vocação significa reconhecer que nós somos seres chamados, interpelados. “Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês” (Jo 15, 16). Deus nos escolheu, ele tem um plano, um projeto para cada um de nós. Responder significa entrar no projeto de Deus.

É sempre interessante fazer recurso à etimologia das palavras para compreende-las no seu significado pleno e primário.

A palavra “projeto” deriva do verbo latim “proicio” e do seu particípio “proiectum”.

O primeiro significado desta palavra é: “jogar-se para frente”. Trata-se de uma vida que, a partir do presente, busca espaços e aberturas de criatividade “projetando-se”, buscando construir o futuro. O projeto de vida é, portanto, o antídoto ao fechamento em si mesmo, ao individualismo, á apatia.

Outro significado da palavra “projetar” é: “construir, edificar”. É interessante ver como na Bíblia, construir e edificar exige sabedoria: “... se alguém de vocês quer construir uma torre, será que não vai primeiro sentar-se e calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar?” (Lc 14, 28). “Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram a enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha” (Mt 7, 24-25).

Por último, entre os vários significados do verbo “projetar”, encontra-se um muito interessante: “entregar a própria vida nas mãos de alguém”. Isto pressupõe um profundo sentido de confiança, a mesma que experimenta uma “criança desmamada no colo de sua mãe” (Sl 131, 2). Neste sentido, o projeto de vida significa entregar própria vida nas mãos de Deus, sabendo que somos preciosos para ele (cf. Is 43, 4).

2. Missão

“Jesus subiu ao monte e chamou os que desejava escolher. E foram até ele. Então Jesus constituiu o grupo dos Doze, para que ficassem com ele e para envia-los...” (Mc 3, 13-14).

Nós temos plena consciência que Deus continua a chamar e a enviar. Na Evangelii Gaudium o Papa Francisco lembra que: “A missão é uma paixão por Jesus, e simultaneamente uma paixão pelo seu povo. [...] Ele quer servir-Se de nós para chegar cada vez mais perto do seu povo amado” (EG 268).

Deus continua a chamar através: dos acontecimentos aos quais, normalmente, prestamos pouca atenção; das atitudes, dons e talentos pessoais que, normalmente, são demasiadamente acentuados; das necessidades do outro, da Igreja e do mundo que, normalmente, são pouco salientadas.

Deus nos chama e nos envia para servir. É importante que nós descubramos o valor sobrenatural do serviço como resposta a um chamado. Este serviço deve ser:

a) Eclesial: na Igreja, toda ministerial, eu faço aquilo que a comunidade precisar. Passar do discurso das atitudes (“eu sou capaz... eu não sou...”) ao discurso das urgências ou necessidades.

b) Gratuito: cada um deve perceber-se dom recebido e dom oferecido. “Vocês receberam de graça, deem também de graça” (Mt 10, 8). De fato, a vida cristã não é auto realização, mas oferta de si mesmo.

c) Perene: o serviço não como atitude ocasional, mas como atitude de vida. Viver não somente buscando o bem, mas procurando fazer o melhor.

d) Competente: é necessário preparar-se para servir, ser competentes para servir bem a Deus, a Igreja e os irmãos.

Peço ao Senhor da messe que continue chamando no meio das nossas comunidades leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres e diáconos dispostos a seguir Jesus e continuar a sua missão.

Dom Giovanni Crippa

Bispo de Estância